Uma mensagem da Gerência da Schizzofrenik!

Aquando da edição especial de Natal da revista online Nervos em Dezembro de 2011 (entretanto falecida), aqui vos deixo uma contribuição minha da sua última edição em prosa binária para as festas. Basta dizer que o mote foi evitar escrever sobre música ou o Natal, o que resultou numa verborreia fragmentada sobre relações, vida "social" e listas de coisas a fazer. 


Aqui fica o texto não codificado:

"ler.txt"

226c65722e7478742220706f72204a6f616f20446f726d696e736b79202d20506f72746f2c20313220536574656d62726f2c2032303131. Olá primeira palavra, primeira vírgula, terceira pausa. Já vês que a margem está próxima e rediges aquela penosa primeira linha, que após tanta reflexão e inquietude já passou a ser a segunda. Será que a vista era melhor lá de cima, se não soubesse o que te dizer? Diz-me que concluo já.

Se te enervo, é porque já não me sabes ler. Rasguei-te. Tirei-te a chave. 

1.Comprar comida para casa. 2. Ser saudável. 3. Aprender chinês.  És prolífera e opinativa, mas não pareces tu. Mas afinal, és uma pessoa com arte ou artificial? Tens os 60% que os teus pais te deram, os 20% dos teus amigos de carne e os 20% do facebook em retalhos. Serás tu tão nervosa como eu gosto, ou não ansiarei por ti depois de Agosto? Mas afinal já é dia 11? Tudo brilha e berra para que olhes para mim. Para quê vender-me? Ai, agora já sou eu que te quero?


Tens uma colecção de pensamentos soltos, ignoras os acordos ortográficos, engoles memes e sacodes o pó digital de notícias que nunca presenciaste. Porque é que queres que eu goste desta merda? Agora no próximo parágrafo começam as notas de música sequenciada e os links http, dois pontos, barra barra. Amo os teus cliques obcecados.
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Adoro picante. Arde quando me raspas a retina. "Tudo sobre piri piri". Desculpa-me alugar a tua criatividade. $$$$$$$. Queres um segredo mal guardado para lhe dares a mão. Ontem acordei com uma delas dormente. Nunca fui ao japão, mas estou bem disposto agora que te vejo. Quero desligar a televisão, mas não sei se quero ser ignorante. Mas afinal, não me queres ter?! Mas quem és tu? Eu tenho 2344 amigos. Tomo café com todos e todos gostam de mim. Offline. Deixa mensagem. Só sentes amor e eu quero continuar o meu paraíso em kb. 

Se a tua cidade é como uma extensão de mim, encontrarás em ecrãs o buraco de ozono para as tuas palavras desorganizadas e desconexas. Sublinha isto: .txt censurado, branco, vazio e endereçado ao diabo.

Queres sempre que tudo faça sentido. Arranja-me uma folha de papel, uma caneta e respira que amanhã digo-te ao ouvido.

Eu sei lá o que tu queres. Mas afinal, como te chamas?

-S. – Respondeste tu.


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